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Pucci: a marca italiana que transformou cor em elegância

Quando falamos em moda italiana, é comum pensar em alfaiataria impecável, cortes clássicos e paletas neutras. No entanto, a Pucci ocupa um espaço singular nesse cenário: uma marca que fez da cor, do movimento e da liberdade feminina o seu maior símbolo de sofisticação.


Fundada em 1947 por Emilio Pucci, a grife nasceu de forma quase acidental. Aristocrata italiano e praticante de esqui, Pucci criou um traje esportivo para uma amiga. A peça, inovadora para a época, chamou a atenção da revista Harper’s Bazaar, dando início a uma trajetória que mudaria a história da moda feminina.

Pouco tempo depois, Pucci abriu sua primeira loja em Capri, um dos destinos mais elegantes do Mediterrâneo. Ali, consolidou uma estética que fugia completamente da rigidez da alta-costura dos anos 1950. Suas criações eram leves, fluidas, coloridas e pensadas para acompanhar o corpo feminino em movimento — uma verdadeira revolução silenciosa.


O grande diferencial da marca sempre esteve em suas estampas. Vibrantes, geométricas e quase hipnóticas, elas bebem de referências que vão da natureza aos mosaicos sicilianos, passando pela arte renascentista. Essas padronagens se tornaram tão icônicas que transformaram a Pucci em uma das marcas mais facilmente reconhecíveis do mundo da moda.


Outro marco importante foi o uso da seda-jersey, um tecido luxuoso, confortável e com caimento impecável. Ele permitiu que as peças fossem elegantes sem abrir mão da praticidade, reforçando a ideia de que sofisticação e liberdade podem — e devem — caminhar juntas.


Durante as décadas de 1960 e 1970, a Pucci viveu seu auge. Tornou-se uma das marcas favoritas de ícones de estilo como Jackie Kennedy, Marilyn Monroe, Sophia Loren e Grace Kelly. Suas criações também ultrapassaram o vestuário tradicional, aparecendo em lenços, óculos, lingerie e até mesmo em uniformes icônicos, como os da companhia aérea Braniff Airways.

Após o falecimento de Emilio Pucci, em 1992, a marca passou por transformações naturais, mas sem perder sua essência. Hoje, pertencente ao grupo LVMH, a Pucci vive uma nova fase sob a direção criativa de Camille Miceli, que busca equilibrar o legado vibrante da grife com uma linguagem contemporânea e digital.


Mais do que uma marca de moda, a Pucci representa uma forma de expressão. Uma lembrança de que a elegância não está apenas na neutralidade, mas também na coragem de usar cor, arte e identidade com autenticidade.


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